quinta-feira, agosto 27, 2009

Estranha ausente

Estranha que tu és.
Desaparecida longe dos meus olhos.
Se te dirijo algo, ser-te-á dirigido assim.
Sem que ninguém o perceba, ninguém saberá para quem é.

Estranha que tu és...
E já a algum tempo que não te sinto perto.
Já a algum tempo que não te vislumbro...
Estranha que tu és, que te é prometido algo...

Assim, aqui aguardo...
Por ti e toda a tua peculiaridade...
Estranha que tu és, encontras-te longe mas presente...
Nem sei se o diga, será para causar confusões e assim...

Estranha como tu, que sinto a tua falta...
Quando voltarás, nem sei se o farás...
Como virás se alguma vez virás de todo...
Então aguardo e essa hora vai sendo tardia...

Esperarei para abraçar-te...
Esperarei para rever-te...
Não será se não para ti...
Tentarei o que puder por ti...

Estranha que tu és.
Falham-me as palavras...
Não saberei o que dizer...
Não será preciso dizer nada...

Mas quando vieres que venhas tu por ti...
Esperarei como sempre espero.
Só quererei e quero saber de ti...
Estranha como és...

Estranha como serás...
Estranha que és toda tu um enigma...
Gostaria então de ter-te por perto...
E assim enfim, abraçar-te.

1 comentário:

C. disse...

Realmente acho que temos demasiados estranhos na nossa vida. Gostava de poder inventar um detector de "estranhos". Algo que indicasse desde início que aquela pessoa não passaria de um estranho...
Boa ideia? Não sei.
Talvez não, porque sem as desilusões, não crescêmos.


Infelizmente...