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A mostrar mensagens de abril, 2026

Natalis

Os teus olhos, invisíveis ou será saudade minha de os ver? Nem sei porque penso nisso, são coisas impossíveis que não posso entender. É a velha teia de causalidade, em que o pensamento que tenho, decorre inteiramente de vivências e o passado, sobrevive apenas nessas lembranças. Será sempre assim? Será uma memória de apego? Controlar o passado é tão efectivo como querer contornar o passado. Será por mero acaso? Mais um latir do coração. Há coisas que devem ser escondidas. Há coisas que se apresentam como visíveis. Há todo um sentimento, reconheces alguma destas palavras? Nem sei se ainda perdes tempo em mim. É sempre neste momento, que tento num alento, recordar cada momento, cada memória apagada… Então olho para as figuras agora desfiguradas. E nesse retrato que temos, esse retrato juntos, as memórias para mim nunca podem ser apagadas. E nesse retrato que perdemos, esse retrato em que nos separamos, somos uma história retratada. Atropelo-me no reconhecer, essa cara que tão bem reconheç...