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Corro, fujo, desapareço

Percorro sem saber, a sombra do passado, evitado por nada, nem desconhecido de mim, facto aceite e verdade simplificada. Não sei ainda para vou mas para algum lado me devo dirigir, mesmo sem sair do meu sitio, vou e quem sabe para onde realmente? E então fecho os meus olhos. E que mais? Abro-os e olho, não sei se o que vejo é realmente o que deve ser mas para este momento serve. A luz é boa, o ar é fresco, o mundo divide-se entre a escuridão e cor. Sozinho por um momento, a meias com o mundo, apenas contigo, quieto, em movimento, tremido e temido, sem dúvida fora de um nexo comum e recaio nesta ideia, de facto o que é comum? De facto, o que é normal? É um conceito de rir. Corro. Não por motivo algum, não gosto de todo de correr, não é a minha cena, não é a minha especialidade, não é o meu movimento. O mundo persegue-me, alcança-me e envolve-se novamente em todo o meu sentido, em todo o meu ser e em tudo o que sou. Ridículo, como me deixo tão facilmente apanhar. Patético, como me deixo ...

Há, sem haver.

Não posso escrever, sinto a caneta pesada, fora de mim mesmo me sinto e sem rumo fixo me conheço, não me conheço em mim próprio não conheço sensação de mim, sinto-me puxar pelo meu interior, forçadamente e estupidamente com sensação de arrancar as minhas tripas, desconheço-me neste sentido e por não poder escrever, não por não querer mas por não ter para quem escrever, escrevo a pena solta a fogo posto a bandeira despregada de sentimentos e sentidos negados aponto-me a mim como culpado por sentir sem existir talvez por sentidos ou coisa alguma em altura sempre suspeita, senhor de nada e por tudo dito não posso escrever, não sei então porque escrevo! Não posso escrever, escrever é quase um dever, um escape de mim para nem sei e neste momento nem sei para quem escrevo e ainda assim atinjo esse objectivo? Escrevo assim despregado e doem-me as mãos, os braços, o estômago e a cabeça não escrevo por mim, não sei porque escrevo e se escrevo de todo ou bato com força no teclado, carrego com t...

Onde, por onde? Por nada…

Retira-me do meu lugar, meu futuro passado escondido e diz-me por força como me hei-de encontrar, escondido em sossego, oculto a vista do mundo, meu lugar sereno e simplesmente longe do teu olhar. Orienta-me. Afoguei-me nesta sangria, escoei-me de vinho e comi fruta envenenada tão só por opção negada, deixei-me beber e fui bebendo. Ao ocultar a opção não escolhi a resposta acertada, fui enchendo esse e esvaziando a vida, nem sei se por escolha ou decisão informada… Esqueci-me de ser feliz, não creio recordar tal desígnio, talvez opção velada por força de normas. Obriguei-me a negar por vida perdida, dediquei-me a expirar… Ensina-me algo, dá-me um sopro de vida. Em veneno puro resido, o meu ar é pó e não conheço sol. Acorda-me! Nem me sei a dormir, por força necessária de um sopro de existência, rogo um beijo teu! Dá-me vida… Ou nega-me. Deixa-me solto por ai, ignorado por ti, esquecido e perdido de ti… E então sofro. E então choro. E então torturo-me. Desligo-me por força ...

Inocente

 Indescritível melhoria, sorrio, ao ver esse dia! Sorrio, sorrio, sorrio… Ao beijar os teus lábios, sentida alegria! Sorrio, sorrio, sorrio! Teus lábios, qual rubis, perdição de meus dias! Sorrio, sorrio, sorrio. Passo a mão, pelo teu cabelo e perco-me nele. Sorrio, sorrio, sorrio… Pouso o outro braço, a volta da tua cintura… Sorrio, sorrio, sorrio. Puxo-te, aproximo-te de mim… Sorrio, sorrio, sorrio… Como-me sinto então, em pleno estado de euforia! Sorrio, sorrio, sorrio! E então acordo! Tristeza, solidão, desespero… Penso então em ti, lembro-me de este sonho… Então sorrio, sorrio, sorrio…

Canto, recanto e perda de sentidos

A noite passa suave, longe das estrelas do teu olhar… Turbulento é o momento, em que por cruel ventura me apercebo da tua ausência e caio em mim… Longe do meu olhar, encontras-te tu… E eu tremulo na noite… Por ventura de um bom sonho, seguro a tua mão e tenho-te nos meus braços. O mundo para e tudo é perfeito por um momento… Nada mais preciso desse sonho, nada mais inspira o meu alento. Acordo, permaneces como uma visão divina, meu anjo minha deusa. Encosto-me a parede, deixo-me dormir no teu trejeito, não espero muito, não sei se esperar, caio de novo no meu sonho e lá estas tu, senhora deste peito. Recupero então por completo de esta loucura, procuro a calma da minha alma e abraço-te novamente. Não espero mais e novamente, como num movimento de um segundo, o tempo parece voar e eu, com toda a força que possa conjurar, trato de o tentar parar, trato de o arrebatar, de o parar, de o travar, de o atrasar… A noite passa, olho-te nos olhos, vejo os teus lábios de rubi, pondero ou não um f...

Eu por mim, silêncio, profundo em mim

Sem peso, vagueio, envolto em mim… Não em nada mas numa jaula em que as grades foram feitas por mim… Durmo um sono leve, ancorado a um sonho profundo. Inspiro o ar nocturno, perdido e desnorteado, Senhor absoluto de nada, Lorde de tristeza profunda, Soberano de um império azul nocturno, enfim… Abro um olho. O mundo flutua ou parece-me a mim… Abro o outro. O mundo desaparece ou desagrada-me assim, vazio, sem… Fecho ambos e escondo-me em mim… Abraço-me a mim próprio, a mim… Os meus olhos choram, eu grito sem fim, irado, perdido, fora de mim… Endireito-me e olho para mim. Detenho-me no ar. E como um sonho passado, desapareço no ar. Tu olhas nesta direcção, para o interior da minha jaula… Procuras-me a mim?

Estúpido. Inútil.

Escondo-me nas maquinações ardilosas do meu ser, perdido entre ruas que desconheço, guiado pela luz do mais próximo poste... Sombrio, perante aquilo que se aproxima, apresento um sorriso, rio de riso a riso, perco-me por entre a tua multidão e abraço o espaço inexistente da tua existência, insisto em que nada é tudo e roo-me de nada e tudo se enrola no sentido infinito do sentimento mal expresso. Beijo o ar que leva o teu perfume, beijo o teu ser, beijo o teu mundo, beijo nada e absolutamente tudo... Recolho a solidão do meu sorriso, aspiro então ao ínfimo de pensar, condeno-me por existir diante de mim mesmo, júri, juiz e executor, não sou mais que eu mesmo, perdido e pedido em mim, como hei-de aceitar a culpa, se nem me reconheço...? Aspiro o teu sorriso, maior que qualquer opiáceo, se me permitir sentir bem, que me seja permitido sonhar, já me sinto perdido de tanto esperar,  quero então sentir-me sem existir e existir sem me sentir... Recuo perdido em mim, subo de forma desce...

Asas quebradas, braços vazios

Limpa as lágrimas deste rosto, qual veneno consomem-me a alma… Pudesse, teria as tuas mãos no meu rosto, ainda que me queimasses toda a carne, preferiria arder por ti e contigo… Recuso-me de mim, se de mim nem sei nem conheço, nem faço a mais pequena, ínfima ideia de como sou ou quem realmente sou. Reclamo pelo teu toque, reclamo pelo teu olhar e por entre essas horas de sonhar, chorar poderia ser uma hipótese. Não, tentarei não o fazer. Se chorar, como poderei reclamar que não o faças tu quando te dói? Calo-me pela noite e entre a amizade dos tempos, vou empinando a garrafa, o liquido flui e o tempo vai deixando marcas profundas em campos lavrados de recordações, más, boas e algumas vezes, ao que parece, épicas. Em silêncio, escondo-me na minha concha, beijo uma recordação de ti. Vou olhando para a porta do nada, sempre a espera de te ver entrar, à espera de um sinal de ti, o tempo passa e o teu gesto permanece como um suave mas distinto aroma no ar… Abano todo, por dentro si...

Uma luz, um caminho, um sentido, uma direcção

Diz-me como deixo de sentir, de pensar, de me sentir como merda, como me desligo de este mundo, como posso apagar todas estas coisas que me vão na cabeça, como me liberto de um sentido descendente em que todas as coisas não fazem sentido e em que tudo apenas aparece no meu caminho com o intuito de me magoar. Diz-me, ilumina-me com um pouco de essa luz, guia-me, dá um sentido a este caminho perdido, porque se piso mais uma pedra, parece que piso uma mina, o meu caminho desfaz-se eu, eu acabo por cair novamente. A música toca e esta música recorda-me de ti, uma e outra vez, uma e outra vez, ao toque de um tom infinito de loucura perco-me. Indica-me um rumo, já me sinto a marear, se me perder novamente, já nem sei se me desejo encontrar, deixa-me perdido, se nem para ti me sirvo, como me hei-de servir para o restante mundo? Então… Dá me uma resposta. Apetece-me arrancar esta pele, arranjar um disfarce para o mundo, que ninguém me conheça, estou farto de isto, nem sei que dizer… ...
A! Como odeio as minhas dúvidas, funestas e cruéis, reclamadas do seu momento e enfim, perdidas no meu ser e por estranho fenómeno e mais íntimo, profundo pensamento, se pensar eu pudesse, pensaria em ti todo o dia… E revolto-me então neste pensamento eterno, ingrato e difuso, por estúpido que pareça, tão só queria segurar a tua mão. Cómico, irónico, fraco e débil… De todos os momentos, se me permitem um pouco de tristeza, sinto a tristeza mais que tudo de isso, de não poder segurar a tua mão, de não poder caminhar a teu lado… A! Débil, pois sim débil… Dizem e aparentam que um homem deveria ser cruel para com uma mulher e trata-la mal como a peste, dizer que esta se trata senão de uma escória cruel e imunda, um ser inerte e sem sentido, enfim, inútil em todos os sentidos. Então… Raios, tremenda tempestade… Quero apenas segurar a tua mão, seguir a teu lado, olhar para ti e beijar-te… Porra! Continuo então embriagado e apenas a pensar em ti… Porra… Desligo-me do mundo e apenas penso em t...

Geração nem nem?!

Sei que isto é um pouco fora do âmbito das coisas que eu costumo escrever, mas, se vocês viram hoje o telejornal e caso não tenham visto, poderão usar esta ligação ou link para ver a que me refiro. Somos então, nos que estamos desempregados, entre as idades de 15 e 30 anos e não estudantes, considerados como a geração, Nem Nem. Muito sinceramente e com todo o respeito a quem se dignar a ler este meu pequeno desabafo mas Não Me Fodam! Falando por mim, sendo que e indico que isto se trata única e exclusivamente de uma atitude e opinião individual e por tanto pessoal, considero que realmente estes números podem até demonstrar algo mas creio que a análise não foi bem efectuada. Consideremos então, basicamente, o que se lê nesta reportagem ou estudo, é que os jovens dentro da minha faixa etária ou dentro do grupo considerado, são simplesmente uma cambada de lambões. Embora não possa por motivos de força maior descartar esta opinião, devo ainda considerar que de facto não podemos clarame...

Vinho, tristeza absoluta

Tenho uma fome que nada parece saciar sentindo-me ainda com vontade de tudo vomitar… Por tudo sinto-me incompleto e vazio e se por nada me hei-de perder por todas as razões que possa apontar, não sei como existir e isto tudo existe para me magoar… Por consequente, gostaria de estar embriagado, são já três da manhã, passa-me essa garrafa… Estão oito graus lá fora e o meu corpo quer-se sentir ardente de frio, deixa-me beber e encher talvez esse vazio… Porque penso neste ponto perdido de retorno incompleto, por ordem de tudo o que possa crer… Tão só obstinado de perda e torpor no peito, deixa-me sossegado e enche esse copo a noite teima em aquecer e eu preciso de arrefecer o animo… Abraça-me, nem existes, ou existes por outra perto de nada e oculta deste peito onde tomas-te casa e ainda assim o vinho lava o teu sítio e ocupa o teu lugar. Tenho uma fome de beber, vomitar e enrolar-me na minha podridão que me sinta só, malvado, soturno e cruel, não me parece existir um meio de fuga ao meu d...

Do intangível ao estupefaciente

Retorço-me em luta das minhas crenças, ideias e inteiras independências, nada mais que um sabor confuso de tudo o que possa provar e pela provocação de nada completo um termo meio difuso, confuso perante nada e ambicioso perante o passo da minha caneta leve e fugaz. Não, recomendo sinceramente à fuga, não me sinto capaz ou talvez me sinta demasiado capacitado para rasgar garganta e gritar a pleno pulmão, quebrar ao intento de nada e ainda assim aspirar ao proveito de tudo o que possa apreender e por motivos de só e estranha contextualização, vou traçando assim essa rota sem meio, sem medida e perdida por oceanos de exasperação. Há! Como há-de ser o momento? Partir! Sim, sem dúvida partir, fazer do fogo ânimo, fazer do alento caminho e do caminho meio para um fim. Fazer tudo de mal, quebrar por tudo de bem, não reconhecer um meio para um fim e contudo, reconhecer que o fim deve ser equacionado. Quebrar por dúvida falsas promessas, enaltecer apenas um estado de verdade, reconhecer tão só...

Saudade

Como julgar um sentimento Um beijo ou um abraço? Como medir uma saudade... Um momento ou um desejo... Como pedir por cansaço... A beira do teu leito... Tão só mais um carinho Uma reprimenda, qualquer coisa... Como esperar o que não vêm? Como abraçar o vazio... Sentir-me assim tão só que não sei... Dor e tristeza, solidão e desespero... Se por medir o desmedido... Talvez mais estranho em todos os meios Sempre que te meça, medir-te-hei no meu peito E por esperança e saudade, te trarei de sorriso rasgado... A saudade que fica e a tristeza que agora sinto... Serão sinal de saudade, sinal da tua partida... Mas que me vejas sorrir do outro lado... Hei-de ainda pensar em ti... E tão só por saudade deixado. E tão triste por saudades marcado... E tão desgovernado um pouco mal parado... Fica sempre esta saudade, fica sempre este sentimento

O cheiro de fantasmas

Farto de questões para as quais não tenho respostas, situações encaminhadas de duvidas que me vão surgindo, tão só por um momento, gostaria de abraçar o nada e beijar o infinito… Se te vejo a chegar, em teu leve vestido de existência, se não te compreendo por tudo o que não possa compreender, pelo menos vou tentando, não haja menor dúvida que o vou fazendo. Enquanto nada aspira a ser tudo, sinto à tangente tudo o que possa ir surgindo e por puro aspecto de olfacto, esqueço sentidos perdidos, nem por norte ou sul me deixo enquadrado e se for procurando, fico a espera e se te chamar, será que vens de todo? Esqueci o ponto de retorno da minha negação, por mais que abrace o esquecimento do meu momento de fuga, não abraço o nada, como abraçaria o que não existe e por momento de fuga demente, se te devesse algo, seria um ósculo oculto, que ninguém nos visse que ninguém quisesse soube-se realmente nada. Então fico atónito, se me surpreendes de um momento para o outro sei então que me sentirei...

Serenade

I strangle down this conscription hell inside the thoughts of revolutions made. I proclaim not to know what lays beneath all, in conclusion I stay astray, in seclusion from it all hidden unaware fighting the sense of return of nowhere. Read the words not written, seek the sense of conclusion of otherwise demented souls. Scream, revolve in agony, what is left astray can never be unfold. Sleep as if the hour was long, still the day has come to past and to awaken should be bold. Revolution is made, if by madmen I wouldn’t know. I struggle in tired tense, for all the memory to be shown, in concern of what was made, told or heard, I am to old, just to old. Ask these words, I reveal none, in coincidence I dance numb, I have searched high and dug the ashes, the corpse rise, bitter dimwitted matches. I starve for revolution… For what I have told I haven’t got solutions, in respect for anarchy I respect no cult, sect or religion. Is there a God or a Devil? Is there a mental solution or are we s...
Pede-me um desejo, esperarei aqui, perto, tão perto quanto possas pedir, para cumprir o que me peças, para fazer de tudo um pouco que possa fazer. Cumpriria por ti todas as vontades em sentido recto e directo, faria de mim completamente honesto e cumpriria cada um e cada qual dos teus desejos. Deixa que te tenha por perto de mim, não aspirei a mais nada. Beijar os teus lábios, sentir a tua pele, dizer-te de perto o que ao longe é visível… Por sentido de todas as palavras que possa imaginar, deixa que te beije, a perdição dos teus lábios é sem duvida a mais divina razão de uma total perdição e se perde-me pode ser uma ilusão… Deixa-me perdido talvez assim me tenha contente ou simplesmente não precise de muito mais ambição. Hei-de olhar-te nos olhos e não sei o que poderá surgir de tudo isto. Sorrirás? Choraras? Ficarás irada? Abraçar-me-ás? Pergunta-me o que faria, não sei o que responderia contudo, as coisas simplesmente ficam-me em branco as palavras ocultas e tudo o que te possa most...

Ao refugio da Noite

No outro lado da lua, gentil canção de aquário. Não escolho as palavras em dualidade de trejeitos em desrespeito de conhecimentos e afinidades múltiplas, simplesmente vou remexendo a noite e recorrendo ao invulgar. Recolho aos velhos espíritos, julgo o jugo da serenidade, não sei porque motivo, não tenho para onde ir e tão só me apetece o valor esguio de fugir por ai. Se por meio de mim próprio me deixe entregue a solidão, não desisto de tentar ao incerto e refaço o reclame que foi inúmeras vezes feito. Só por si, instigado ao momento de incerteza, abano o mundo, alguma coisa há-de cair. Começa a sentir-se o sangue quente e o Verão corre já na aragem e deixa essa gente demente e eu tão só aspiro sair por ai, perder-me nessa noite, sozinho, acompanhado, indiferente. Tão só me saiba de simplicidade, perdido por ai aspiro a lua prateada e a noite calma, brisa suave que corra pelo prado, esquivo vou pela noite, perdido e só talvez em recanto de inglória. Esta noite, como remexo a noite, le...

How can I be lost, if I've got nowhere to go?

Arranco à força o papel de estas paredes, que nuas são singulares. Compreendo o meio, acendo o fogo, queimo essas palavras, o fogo que limpe esta imagem de palavras escritas a sangue. Como resolvo, dentro de um sem fim contínuo em todo o momento de existir… Elevo a cinza o todo do nada e arrasto-me por desilusão. Será então que não aspiro a nada? Ou será senão uma existência nula? Respiro por ilusão de nada… E como me exponho em simplicidade. Talvez por loucura? Se o disser, nem o sei na verdade… Tremo, conheço por alto a sensação e tão só indecentemente e a insana mente dormente… Sinto-me talvez a vaguear. E dói-me assim o corpo, o ser e os ossos… Voltei ao esquecimento por ilusão de não existir esquecido, por tudo e nada e nem gosto do rumo a ser tomado… Já tomei o rumo e no entanto o cenário parece não mudar… Enquanto toquei a alma do ser, nem sei contrapor o meu ser pessoal… Num momento em que não posso mais que nada por me em primeiro lugar do restante, torno-me triste e petulante...

Sobriedade

Sempre, em momentos silenciosos, de nada e tudo… Como aspiro a esse tal estado, de silencio… E como o silêncio é tudo. Nem durmo, dormente, de serenidade dependente. Em momento que não espero, pendente… E nada que não espere, um momento ausente. Como me calei para sempre… E no entanto dormi, demente…